No ano de 2004, durante o Congresso Brasileirode Psiquiatria em Salvador, se reuniram para um curso de transtornos do impulso os Drs. Táki A. Cordás, Aderbal de Castro Vieira, Hermano Tavares, Arthur Guerra de Andrade todos do Instituto de Psiquiatria da USP, além do Dr. Paulo Dalgalarrondo do Departamento de Psiquiatria da UNICAMP e do convidado internacional Dr. Marc Potenza de Yale.
Na ocasião constatamos que nossos ambulatórios no Instituto de Psiquiatria da USP compartilhavam um contigente de pacientes que preenchiam critérios para múltiplos diagnósticos, todos caracterizados por extrema impulsividade, como por exemplo uma paciente que já havia sido tratada sem sucesso por bulimia nervosa, dependência de álcool e jogo patológico.
Esses pacientes pareciam escolher o ambulatório em que iriam se tratar em função do tamanho da fila de espera, pois eles verdadeiramente preencheriam critérios para algum transtorno.
Isto resultou para a maioria deles em tratamentos parciais que não foram capazes de abranger toda complexidade dos seus sintomas. Além disso, outras síndromes impulsivas permaneciam sem atenção ambulatorial específica como: tricotilomania, cleptomania e compras compulsivas.
Surgiu, então, a idéia de criarmos um espaço para os pacientes multi-impulsivos, para as síndromes impulsivas menos estudadas (mas não menos frequentes) e sim, porque não, para exploração de comportamentos cuja descrição atual ainda é incipiente: amor excessivo (ou amor patológico), compulsão por Internet e video-game.
Uniram-se em 2005 neste projeto inicial os Drs. Táki A. Cordás, Carmita Helena Najjar Abdo, Sandra Scivoletto e Hermano Tavares. Desde então o grupo cresceu com a adesão de mais médicos psiquiatras, psicólogos, alunos de pós-graduação e de graduação.
Em 2006, tivemos o importante acréscimo do psicólogo Critiano Nabuco de Abreu, especializado em cognitivismo construtivista e presidente da Sociedade Brasileira de Terapia Cognitiva (gestão 2007-08). Com isto o AMITI confirma sua estrutura multi-profissional, pluri-teórica voltada para o estudo da clínica da impulsividade e para o desenvolvimento de programas clínicos baseados em evidências.